Chuva e escoamento
Geração do escoamento, infiltração, armazenamento e propagação das respostas hidrológicas.
Processos, bacias e gestão
Investigamos como a água e os sedimentos se movimentam no território para compreender processos, explicar mudanças e propor melhores formas de gestão dos recursos hídricos e do meio ambiente.
A bacia hidrográfica integra chuva, solo, relevo, vegetação, rios, usos da terra e atividades humanas. Por isso, nosso trabalho busca reconhecer mecanismos, escalas e conexões — da formação do escoamento à resposta dos cursos d’água — e transformar esse conhecimento em critérios para conservação, planejamento e gestão.
Geração do escoamento, infiltração, armazenamento e propagação das respostas hidrológicas.
Erosão, produção, transporte e deposição de sedimentos em encostas, canais e reservatórios.
Interações entre rede de drenagem, planícies, ambientes aquáticos e infraestrutura.
Efeitos do uso da terra, do clima e de intervenções sobre vazões, sedimentos e qualidade ambiental.
A resposta hidrológica depende de onde a chuva ocorre, das condições de umidade do solo, do relevo, da cobertura da terra e do tempo necessário para que o escoamento alcance a rede de drenagem. A modelagem distribuída permite tornar esses processos visíveis.

O Hidropixel representa a transformação chuva–vazão espacialmente, permitindo investigar quanto tempo o escoamento gerado em cada parte da bacia leva para chegar ao exutório e como a chuva excedente varia entre eventos.
Tempo de viagem do escoamento e chuva excedente na bacia do rio Tapacurá. Fonte: Lima et al. (2025), trabalho em cooperação entre UFPB, UFC e UFSM.
A análise hidrossedimentológica combina medições de chuva, nível, vazão, geometria fluvial e sedimentos para compreender como as bacias produzem e transportam água e materiais.

A produção de sedimentos não ocorre de maneira uniforme. A integração entre dados de campo, análise espacial e modelagem permite identificar áreas críticas, compreender seus controles e priorizar práticas de conservação do solo e da água.
Os padrões variam entre sub-bacias e anos e refletem a combinação entre uso da terra, tipo de solo, declividade, conectividade e práticas de manejo. Essa leitura transforma um resultado técnico em informação aplicável à gestão da bacia.
A forma do canal, a rugosidade e a distribuição dos sedimentos controlam como a água escoa e dissipa energia. Em rios de forte declividade, compreender esses processos é essencial para avaliar a estabilidade do leito, interpretar mudanças após cheias e orientar ações de manejo e recuperação.

Levantamentos combinam medições da geometria do canal, inventário granulométrico e registro fotográfico das unidades de leito. O conjunto permite relacionar a configuração do canal com sua capacidade de resistir às vazões e dissipar energia.
Métodos aplicados no estudo de Gabriel Sulzbach Pereira (2026).Sequências de degraus e poços — conhecidas como step-pool — formam uma configuração naturalmente resistente e eficiente na dissipação de energia.
Cheias extremas podem mobilizar os blocos e destruir ou reorganizar essa configuração. O mesmo risco aumenta quando práticas agrícolas inadequadas ou a urbanização não planejada elevam as vazões que chegam ao canal.
Quando a configuração se rompe, o canal perde parte de sua capacidade de dissipar energia. As consequências podem incluir maior erosão das margens, mobilização de sedimentos, instabilidade do leito e impactos sobre a infraestrutura e os ecossistemas associados.
Monitorar a resposta antes e depois de eventos extremos ajuda a distinguir mudanças temporárias de alterações estruturais.

A leitura conjunta da geometria, da granulometria e dos índices de estabilidade permite identificar trechos mais vulneráveis e acompanhar sua recuperação. Modelos e monitoramento entram como ferramentas complementares para testar hipóteses e avaliar cenários.
Os modelos não substituem o conhecimento do território. São usados junto com dados de campo, sensoriamento remoto e evidências históricas para testar hipóteses, preencher lacunas e comparar cenários. Em bacias hidrográficas, o grupo aplica ferramentas como SWAT e Hidropixel conforme a pergunta, a escala e a disponibilidade de dados.
Pesquisa em cooperação. Os estudos são desenvolvidos em conjunto com outros grupos, universidades e instituições públicas. As parcerias ampliam escalas de observação, competências e aplicações, com reconhecimento explícito das contribuições de cada equipe.